27.12.12

Sobre o princípio de um para sempre.


Sempre gostara de ser acordada pela luz entrando pela ampla janela, por isso nunca comprara cortinas para o quarto. Seu organismo já parecia sintonizado com o tempo do sol, sempre acordava às sete em ponto. Naquele dia, porém, tudo aconteceu de forma diferente. O que a despertou naquela manhã não foi o sol, que há tempos já espiava dentro do quarto. O que a despertou de verdade foi a outra presença na cama.

25.12.12

De princesas e seus castelos.



Para mim, aquele era o pior Natal que já havia existido. Respirando fundo, tentei levantar-me da cadeira, mas minhas pernas falharam bruscamente outra vez.
- Calma.
Escutei sua voz, mas não me virei para encará-lo. Escutá-lo era suficiente. Mas então ele segurou minha mão e afastou minha franja do rosto com suavidade. E eu me senti desabar. Apenas ouvi-lo estava longe de ser o bastante. E aquele precisar infinito me amedrontava.

22.12.12

Do amor como um todo.


Era véspera de natal e o abraço dele em volta dela era tão apertado que podia conter todo o amor do mundo (e talvez tivesse). E os olhos dela estavam fechados e o rosto enterrado tão fundo no peito dele que eles poderiam ser um e ninguém saberia dizer a diferença. E ele admirava as estrelas enquanto os dedos corriam os cabelos castanhos e ela continuava segura em seu peito; o respirar irregular do choro aos poucos voltando para aquele ao qual ele se acostumara a ouvir pela manhã, como uma canção para os primeiros minutos do dia.

21.12.12

Snowing in your heart.


Por Ágatha Carolline.
(Entenda a presença da Ágatha no Confesiones.)

Ela estava atrasada. Ou talvez essa não fosse a palavra certa, ela fez uma careta ao pensar. Não importava, apenas que não havia comprado presente algum para o Natal, e ele estava ali, a poucos dias de acontecer. Ela precisava ser rápida e ágil, antes que a lotação das lojas fosse insuportável. Samantha respirou fundo e entrou na primeira.

20.12.12

"Chega de ficar bem longe, eu prefiro ter você aqui bem perto."


Por Mah Chase.
Tinha tomado sua decisão. Se não podia tê-la, queria ficar o mais perto dela possível, e o mais perto daquilo que o fazia feliz. Arrumou a mochila e saiu, rumo ao escritório da Diretora.
- Eu quero voltar. - Anunciou ele, sem cerimônia, ao entrar na sala. Ela escondeu o sorriso no canto da boca.

18.12.12

Até mais.


Ela estava encarando o relógio quando o viu marcar meia-noite. Pronto, já era aquele dia do ano de novo. Suspirando, deu as costas para a medida do tempo em cima do criado-mudo como se assim pudesse ignorá-la. Não podia. Afinal, todos os seus pensamentos acabavam, de uma forma ou de outra, descansando sobre ele. Sobre eles.

10.12.12

Segundas chances.


- Para onde vocês estão me levando? - as crianças que a puxavam pelas mãos compartilharam uma risada e continuaram a andar em silêncio. - Minhas pernas já estão doloridas.
- Só mais um pouco, mamãe - a menina respondeu.
- É, já estamos quase lá - o menino concordou.
- Vai ser uma boa surpresa?

3.12.12

Sobre sapos, príncipes e gatos.



Entrando no quarto que compartilhava com o marido, ela se assustou com a quantidade de objetos sobre cama.
- O que é isso? - perguntou rindo.
- Presentes de Natal.
De pé ao lado da cama, ele embrulhava os presentes com cuidado e, inclusive, adicionava pequenos bilhetes a cada pacote.
- O que deu em você esse ano?